domingo, 27 de março de 2011

Em defesa da língua de Camões

Ontem, dia 26 de Março de 2011 participei (juntamente com outros camaradas) num protesto organizado pelo PNR contra o acordo ortográfico, no Largo Camões em Lisboa por volta das 16:00h. Os organizadores do protesto, fizeram uma recolha de assinaturas contra o "acordo ortográfico". Sempre fui desde a primeira hora contra essa aberração do acordo ortográfico, quando os políticos (apátridas e traidores) se metem em assuntos que não dominam, nunca dá bom resultado.
       É inegável que as línguas evoluem, a manifestação patriótica de ontem não tinha o objectivo de colocar isso em causa. Mas o que está em causa é a forma com a nossa língua evolui, a Língua de Camões faz parte da nossa identidade enquanto povo e deve ser preservada, e não adulterada, como pretende o acordo abortográfico entre Portugal e os outros países lusófonos. Além do mais, a principal diferença entre o português europeu e o dialecto brasileiro é principalmente no sotaque (no sotaque brasileiro, porque não existe sotaque português, porque a língua é nossa), porque o português escrito é muito semelhante nos dois países, mas nenhum acordo poderá alterar a pronúncia de um povo. Mas os nossos políticos nem visão tem para se aperceberem disso.
      O acordo ortográfico além de possuir vários erros e incoerências, gerando assim uma grande confusão nas pessoas, é motivado principalmente por razões económicas e não por fundamentos linguísticos ou gramaticais. Por outro lado, a defesa de uma hipotética "unidade linguística" entre os diversos países lusófonos é uma falácia, é uma falácia porque é normal e benéfico que existam diferenças entre o português nos vários países lusófonos, devido às diferenças culturais entre cada país, daí as diferenças na gramática e as expressões típicas em cada país.
         Não queria fazer o papel de "profeta da desgraça", mas o Brasil já foi colónia de Portugal, agora a situação corre o risco de se inverter. Portugal teve de fazer mais cedências ao Brasil no acordo ortográfico, apesar de a Língua Portuguesa ter a a sua origem na Pátria de Camões. Não me oponho que Portugal continue a ter relações com os países lusófonos, desde que isso não prejudique a nossa identidade enquanto povo e o interesse na, o obviamente não é o caso.
        Além do mais, a história provou que o luso-tropicalismo falhou e o sua versão 2.0, a lusofonia não terá melhor destino. Só os burros cometem o mesmo erro duas vezes. A lusofonia refere-se à comunidade de 250 milhões de pessoas que falam português, mas defender uma identidade em comum entre países tão diferentes a todos os níveis como Portugal e os PALOP's tendo em conta apenas a língua (quando muitas pessoas nos PALOP's nem falam o português como língua nativa) é perigoso. Portugal é antes demais um país europeu, e é na Europa que se encontra o nosso passado, presente e futuro.
       Eu não assinei nenhum acordo e portanto vou continuar a escrever como aprendi, pois o nacionalismo começa antes demais na língua.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Muda-se de governo mas não se muda de ladrão

Foi com indiferença e desdém que assisti à demissão do primeiro-ministro José Sócrates e à queda do actual executivo. Não acho que a demissão do actual executivo e de um dos piores primeiros-ministros da actual e podre III República seja algo benéfico ou prejudicial para a nação portuguesa, pelo facto de o sistema de destruição nacional continua, independentemente de ser o PS ou o PSD que esteja à frente do governo. Como português e nacionalista é com tristeza que assisto à destruição da minha Pátria e a esse rotativismo político que não representa nenhuma alternativa viável para Portugal.
      Em meados de Junho irão realizar-se novas eleições, que provavelmente serão ganhas pelo traidor e apátrida neo-liberal do Pedro Passos Coelho, o governo de destruição nacional (que já dura à quase 4 décadas) irá manter-se, com a destruição de Portugal enquanto Estado soberano, a perda de identidade e degradação da economia nacional, portanto como diz o provérbio popular: "muda-se de moleiro, mas não se muda de ladrão".
   Eu pessoalmente não tenho dúvidas, na escolha do partido em que irei votar nas próximas eleições legislativas, irei votar no partido do qual sou militante, o Partido Nacional Renovador, porque apesar de ser um partido pequeno e sem representação parlamentar, é um partido sério e transparente, é o único partido que defende os interesses de Portugal, e defender os interesses de Portugal é defender um Portugal português (na identidade) e soberano (em termos políticos e económicos), além de o PNR, ao contrário de outros partidos não andar metido em crimes de colarinho branco. E por muito que o "engenheiro"(?!) Pinóquio insista em falar em responsabilidade e defesa dos interesses nacionais, responsável é algo que ele não é nem nunca foi, e isso é por demais evidente na actuação criminosa do executivo do Partido Socialista, e na verdade o José Sócrates ,assim como todos os restantes traidores, defendem os seus próprios interesses e do grande capital apátrida (cujo braço político é a União Europeia) os quais servem como cães.

"Há um idiota no poder, mas os que o elegeram estão bem representados". Lyndon Johnson

sexta-feira, 11 de março de 2011

Bi-Centenário da batalha da Redinha

A comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral, irá organizar, de 11 a 13 de Março, actividades para comemorar o Bi-centenário da batalha da Redinha, ocorrida no dia 11 de Março de 1811. Esta sexta-feira, pelas 21:00H irá-se realizar uma palestra no Salão Nobre dos Paços do Concelho sobre as invasões napoleónicas. No Sábado (dia 12) irá recriar-se a Batalha da Redinha na ponte Românica da aldeia referida e Domingo irá realizar-se um mercado típico do século XIX na Redinha.

sábado, 5 de março de 2011

Você?! Você é estrebaria

Se tratarmos por "você" uma pessoa idosa corremos o risco de receber como respota: "você é estrebaria", ao que ainda podemos responder: "vá à merda que eu já o sabia". Isso acontece porque tratar alguém por "você" não é considerado uma forma educada de se dirigir a uma segunda pessoa, principalmente quando são duas pessoas de níveis diferentes.
Já me aconteceu numa aula, uma professora chamar-me à atenção por eu a tratar por "você", dizendo a mesma, que era algo que não ficava bem, preferindo ser tratada por "a professora". Era um exemplo da utilização do "você" entre duas pessoas de níveis diferentes, eu, o aluno e ela, a professora.
No Brasil é muito comum utilizar constantemente o "você" em substituição da 2ºpessoa do singular, o "tu"; em Portugal é menos comum essa utilização, utilizando-se antes o "tu" numa conversa informal entre pessoas do mesmo nível. Já a utilização do "vocês" no lugar na 2ºpessoa do plurar "vós" já é mais frequente, sendo menos comum a utilização em linguagem corrente do pronome "vós".
Bem, a língua de Camões tem dessas coisas, não é por acaso que é uma das línguas mais difíceis de aprender para os estrangeiros, por se tratar de uma língua rica e com muitos sinónimos. Portanto, mesmo para quem tem como língua-materna o português é sempre bom estar atento para não dar alguns pontapés na gramática portuguesa.