sábado, 5 de junho de 2010

Menos um Comuna

Enfim, a morte de um Canalha  nunca deve ser motivo de tristeza, mas sim de júbilo. A morte desse traidor certamente não deixará saudades a milhares de portugueses, principalmente os "retornados" de Angola. A corja de criminosos do MPLA, entre os quais se destaca Eduardo dos Santos, o terrorista Presidente de Angola, não poderiam deixar de lamentar a morte do seu "camarada", conhecido como o "almirante Vermelho" pelas suas posições próximas do PCP.
     O almirante Vermelho foi logo convidado a integrar a Junta de Salvação Nacional na noite de 25 de Abril de 1974. A partir de Outubro de 74 até os acordos de Alvor ocupou o cargo de Presidente da Junta Governativa de Angola, tudo fazendo para beneficiar o MPLA na sua chegada ao poder, bem como defender a "integridade territorial" do novo estado Angolano. Após os acontecimentos de 25 de Novembro de 1975 afastou-se da ribalta dos acontecimentos políto-militares.
     Rousa Coutinho, se não foi o único, será certamente o principal responsável pelo desastroso processo de independência das nossas antigas províncias ultramarinas em África. Tudo fez para beneficiar uma potência estrangeira (neste caso a URSS) em deterimento dos interesses nacionais, tudo fazendo para que o MPLA alcança-se o poder do novo estado e incentivando o MPLA a atacar os portugueses brancos que vivam no território com o objectivo de estimular ao exôdo dos portugueses, promovendo assim um verdadeiro genocídio contra o seu próprio povo.
    Rousa Coutinho é antes de tudo um criminoso de guerra, o principal responsável pelo eclodir da guerra civil em Angola e pelo genocídio que os portugueses que lá viviam nesses territórios foram vítimas.
     Infelizmente morreu sem ser julgado merecidamente por todos os seus crimes, da mesma forma que traidores como o Cunhal também morreram impunemente, da mesma forma que traidores e vigaristas como o Mário Soares também morrerão impunemente.
    Existe uma entrevista desse canalha no youtube, para quem desejar saber quem realmente ele foi. Ou para conhecerem os seus podres, existe uma carta da sua autoria, a carta não é falsa como os alienados dos comunas afirmam, nunca ninguém provou que a carta é falsa, simples demagogia comunista. A carta é verdadeira e revela um período obscuro da nossa história:

Poucas Palavras para tão grande canalha!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Luso-tropicalismo de Gilberto Freyre e o Estado Novo de Salazar

Gilberto de Mello Freyre nasceu a 15 de Março de 1900 no Recife e morreu a 18 de Julho de 1987. Exerceu a ocupação de antropologo, escritor, pintor e sociologo. E é considerado uma das maiores personalidades da História do Brasil.
    Em 1946 é eleito para a Assembleia Constituinte e em 1964 apoia o golpe militar contra João Goulart. Freyre escreveu vários livros, como "Casa grande e Senzala" 1933 e "O mundo que o Português criou" 1940, este último serviria de base de apoio à política colonial do governo português na década de 50 e 60. Gilberto Freyre desenvolveu ainda controversos conceitos como "democracia racial" e o "luso-tropicalismo". O termo "luso-tropicalismo" consistia em afirmar as particularidades da colonização portuguesa nos trópicas, procurando afirmar as diferenças com as colonizações de outras Nações Europeias, ou seja esta tese defende que como Portugal era um país de clima quente, geograficamente próximo de África e como esse território foi habitado por romanos, visigodos, mouros e outros povos na época pré-moderna, os portugueses eram na sua generalidade um povo mais amigável, mais humano e com melhor capacidade de adaptação a outros povos e culturas. Podemos encarar que a realidade social nas antigas colónias portuguesas de África eram o lado prático de toda a teoria de Gilberto Freyre, motivo pelo qual o governo português utilizou a tese de Freyre para defender a sua política colonial no pós-guerra para contonar as sanções da ONU e da comunidade internacional para proceder à descolonização.
     Porém Freyre procurava se distanciar da política ultramarina do governo português, já que segundo este autor o luso-tropicalismo era um movimento social e não político e por seu turno Salazar partilhou as ideias de Freyre para por conveniência do que por convicção, já que durante toda a década de 30 apôs-se à tese do luso-tropicalismo de Freyre. Portugal no tempo do Estado Novo poder-se-ia considerar um país multi-cultural porque era multi-continental, sem as colónias não faz sentido algum defender o luso-tropicalismo. Inclusive arrisco-me a dizer que se fosse vivo, Salazar seria actualmente contra o multi-culturalismo e a imigração em massa que tantas consequências nefastas trouxeram à Nação Portuguesa, Salazar porém não era xenofobo, era sim a favor de políticas de imigração controladas adaptadas ao interesse nacional, como foi o caso da migração de nativos africanos das colónias para Portugal a partir dos anos 60 para compensar a emigração portuguesa para outros países. Salazar como nacionalista ferranho que era, defendia a Missão Civilizadora de Portugal em África e também compreendia o papel importante que as províncias ultramarinas desempenhavam no desemvolvimento nacional, por isso "apadrinhou" o luso-tropicalismo de Gilberto Freyre. No tempo do Estado Novo, era compreensível que se defende-se a tese do luso-tropicalismo, afinal era uma justificação para a legítima missão civilizadora que Portugal vinha desempenhando em África desde à quase 5 séculos e também porque proporcionada a proliferação da cultura portuguesa entre os nativos africanos e não o contrário.
      De qualquer forma o projecto do Estado Novo de criar uma sociedade integrada, ou seja tentar adaptar as teses de Freyre a Portugal e às suas colónias falhou totalmente como se verificou após o 25 de Abril. E não poderia ser de outra forma, basta levarmos em linha de conta que a almejada "sociedade integrada" pelo governo português ia contra a "realpolitik" da Guerra Fria, em que tanto os países comunistas da Europa de Leste como os EUA e até mesmo a China promoviam o ódio tribal no continente africano de modo a favorecer os seus próprios interesses.
     O Luso-tropicalismo de Freyre recebeu também várias críticas de sectores marxistas a partir da década de 50, por considerarem uma ideologia que justifica o colonialismo, ora essa crítica trata-se de um erro matadológico já que o luso-tropicalismo não é uma ideologia política, mas antes uma teoria interdisciplinar de base sociológica.
     Porém ao que parece a aplicação do luso-tropicalismo não morreu após a revolução dos cravos e muito menos após a independência das nossas colónias africanas. Talvez essa tenha sido uma herança do Estado Novo que tenha perdurado da nossa actual IIIRepública, mas agora com um nome diferente, a lusofonia. Portugal sempre foi um país mono-cultural com uma entidade nacional bem defenida, Portugal é antes de mais um país europeu, que tem o seu próprio substrato dentro da cultura Europeia, somos um país europeu e latino com as nossas particularidades e como tal não faz sentido falar em lusofonia. Devemos sim, antes meditar sobre a noss Portugalidade. Porém existe uma grande diferença entre o luso-tropicalismo do Estado Novo e a lusofonia da nossa actual República. Porque apesar de tudo, o Portugal metropolitano era uma região bastante homogenea culturalmente falando e o luso-tropicalismo servia para promover a nossa cultura em outras terras, enquanto que pelo contrário a actual lusofonia tem como objectivo promover culturas alianígenas dentro do território português, querendo transformar a nossa Pátria numa terra multi-cultural, de forma a diluir e destruir a identidade do nosso povo.
   Somos antes de mais portugueses, e é disso que nos devemos orgulhar. Nascemos portugueses e assim vamos morrer.