sábado, 22 de maio de 2010

A raça portuguesa


A nossa língua portuguesa é bastante matreira, prova disso é que existem vários termos com significado ambíguos. Uma dessas palavras é o termo "raça", que pode ter vários significados diferentes conforme o uso, e por vezes pode gerar mal entendidos. Um dos significados mais comuns é se referir às diferenças antropológicas dentro da espécie humana, e nesse sentido não se pode negar a noção de raça, já que existem diferenças, não que existam raças superiores ou inferiores, já que essas diferenças não são suficientes para hierarquizar as diferentes raças. Porém hoje em dia é politicamente correcto afirmar que raça não existem raça é só uma a raça humana. Nada mais falso, não existe raça humana, o que existe é sim espécie humana. Portanto reconhecer a noção de raça nesse sentido não tem como objectivo dividir a humanidade como um todo, mas antes reconhecer as diferenças. Cada pessoa deve se orgulhar de ser como é, não faz sentido ninguém ter vergonha de ser como é, um negro deve se orgulhar de ser negro, um oriental de ser oriental, um branco de ser branco e por aí fora. Aquilo que dá mais "piada" à humanidade é a diferença, específicas de cada povo. E essas diferenças devem ser preservadas, respeitando contudo as diferenças, isso não é racismo, é ser identitário.
     O termo "raça" pode se referir ainda a um clã/família, para se referir a determinadas características de uma família. Como por exemplo, "a raça dos Pereira é muito esperta", ou ainda esse termo pode ser usado para se referir à herditariedade num sentido mais amplo.
    O outro significado menos comum para "raça" será se referir a um determinado povo, referir a determinadas características específicas de cada povo, a sua identidade nacional, a sua língua, cultura, religião, ética, moral etnia, etc.
    Poderão perguntar os leitores, o que vem a ser afinal identidade nacional? Podemos definir identidade nacional como sendo simplesmente tudo o que diferencia um povo do outro. E podem ser utilizados vários factores nessa diferenciação. Convém ainda lembrar aos apátridas, que a humanidade por si só não existe, o ser humano sozinho não existe. O homem é antes de mais um animal social, e esse será sem dúvida um dos maiores erros do liberalismo, reduzir o ser humano à sua exclusiva individualidade. Não se pode separar então a humanidade de noções como família, clã, cultura e Nação, porque sem isto a humanidade não existe, pura e simplesmente.
    No tempo do Estado Novo em Portugal era comum utilizar o termo "raça portuguesa", este termo ao contrário do que muitos erroneamente podem pensar não se referia unicamente aos portugueses indo-europeus, porque apesar de a maioria de população portuguesa ser de raça branca, para ser português não é preciso ser-se branco, como é óbvio. O termo "raça portuguesa" na concepção de peronalidades como Salazar referia-se então às individualidades do povo português em contraste com os outros povos, procurando assim colocar em contraste as características peculiares da Nação Portuguesa.
     Porque a questão é essa, o que enriquece a humanidade é a diversidade típica de cada nação, cada "raça" (ou cada povo) tem o direito de preservar a sua identidade e se defender do multi-culturalismo e da globalização económica, assim como da imigração em massa(que na prática se traduz numa invasão e colonização).
     Para entendermos exactamente o que é a "Portugalidade" temos de conhecer a nossa história, antes e depois da fundação da Nação Portuguesa. O Cristianismo e a cultura celta são partes integrantes da "Portugalidade" e da formação da nossa identidade. O povo português é um povo português, e espero que assim continue a ser. Apesar de os povos pagãos europeus terem se convertido ao cristianismo, permaneceram sempre algumas influências do paganismo no catolicismo, que ainda hoje é possível observar. O uso comum do adjectivo depois do substantivo na nossa Língua portuguesa (ao contrário do latim e das actuais línguas germânicas), isso já para não falar em tantas palavras de origem celta na língua portuguesa, é apenas mais uma evidência da forte influência céltica na formação da nossa identidade. Nos dias actuais, não é apenas uma escolha (re) descobrirmos a nossa "Portugalidade" mas antes de tudo uma questão de sobrevivência enquanto povo. Somos indo-europeus e portugueses, e devemos nos orgulhar da nossa ancestralidade.
   A nossa identidade tem o factor material (língua, cultura, etnia, território) e o lado espiritual (moral, ética e religião), esses 2 factores são inseparáveis. Como diria o Salazar, a Nação é sobretudo uma entidade moral.
     Tendo em conta tudo isso, não se compreende toda a histeria por parte dos comunas, quando em 2008, o presidente da República, se referiu ao 10 de Junho como o dia da "raça portuguesa", mas claro, para os comunas apátridas, só ouvir falar em "identidade nacional" já causa repulsa.
Por um Portugal Português, numa Europa Europeia.