quarta-feira, 7 de maio de 2014

Há salários que os portugueses não querem

No expresso desta semana saiu um artigo no mínimo caricato na secção de economia, que mostra bem a "excelência" e a "isenção" da imprensa liberal portuguesa, sempre acorrentada a mitos politicamente correctos que só engana mesmo quem quer ser enganado.
       O dito artigo tive a dignidade de fazer capa na edição do Expresso do dia 3 de Maio (Sábado) na secção de Economia. O texto jornalístico que se encontrava na página 18 e 19 tinha como títulos "Empregos que ninguém quer" refere-se à dificuldade que alguns empresários da área da agricultura tem em encontrar mão-de-obra portuguesa e por isso recorrem a mão-de-obra estrangeira. O que eu achei estranho no artigo (e isso os jornalistas do expresso não explicaram) foi o motivo de os portugueses recusarem empregos na agricultura em Portugal mas depois trabalharem temporariamente no sector agrícola em outros países, como a França e a Suíça, na apanha da maçã e na vindima. Realmente é estranho. Será porque o clima torna a prática agrícola nesses países mais agradável? Ou o segredo estará na remuneração? Pois, tendo em conta que Portugal tem um salário mínimo bruto no valor de 485€ a resposta está encontrada porque muitos portugueses nunca aceitaram certo tipo de trabalhos.
  E a resposta por parte do capital para resolver esse "problema" foi sempre recorrer a mão de obra estrangeira e à imigração em massa para evitar pagar aos trabalhadores nacionais o que eles mereciam.