domingo, 3 de abril de 2011

Entrevista com um antigo combatente

Recentemente recordou-se o início da guerra do ultramar há 50 anos atrás, quando os terroristas da UPA, iniciaram um massacre a 15 de Março, provocando a morte a milhares de pessoas, entre portugueses étnicos e indígenas africanos.
     Na Guiné as acções subversivas e terroristas começaram em inícios de 1963, enquanto em Moçambique a guerrilha só começou a actuar em 1964. Foram cerca de 800 mil portugueses (mais alguns milhares de pretos) que combateram no exército português durante esse período.
       Muito material tem sido produzido nas últimas décadas sobre o tema (entre livros, filmes, entrevistas, documentários etc), esta entrevista com o Ernesto, um veterano que lutou no exército, é apenas (mais) uma de muitas entrevistas realizadas ao longo dos últimos anos a vários ex-combatentes, que pretende dar a conhecer um pouco mais dessa parte da nossa História já estudada até à exaustão.

Depoimento:
Estive na tropa durante 28 meses (6 meses na metrópole e os restantes 22 meses na Guiné), entre 1964 e 1966. Em nenhum momento pensei em desertar, cumprindo assim o meu dever. Nunca fui ferido nos 2 anos que durou o meu serviço militar na Guiné, nem sofri até ao momento qualquer perturbação psicológica decorrida da minha experiência de guerra naquele país africano, mas assisti à morte de um camarada meu devido a um rebentamento de uma mina, e muitos outros companheiros meus foram feridos em emboscadas realizadas pelos guerrilheiros.
     Ao longo dos cerca de 22 meses que estive na Guiné, percorri todo o território Guineense e o que mais me marcou foi a vida difícil que levei na mata e os combates contra os terroristas.

1 comentário:

  1. Os filhos e netos desses patifes estão hoje em dia a viver em Portugal O que adiantaram com essa luta? Porquê é que esses poluidores não são obrigados a voltar nos seus países a gozar da "liberdade" que obtiveram.

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