sábado, 5 de março de 2011

Você?! Você é estrebaria

Se tratarmos por "você" uma pessoa idosa corremos o risco de receber como respota: "você é estrebaria", ao que ainda podemos responder: "vá à merda que eu já o sabia". Isso acontece porque tratar alguém por "você" não é considerado uma forma educada de se dirigir a uma segunda pessoa, principalmente quando são duas pessoas de níveis diferentes.
Já me aconteceu numa aula, uma professora chamar-me à atenção por eu a tratar por "você", dizendo a mesma, que era algo que não ficava bem, preferindo ser tratada por "a professora". Era um exemplo da utilização do "você" entre duas pessoas de níveis diferentes, eu, o aluno e ela, a professora.
No Brasil é muito comum utilizar constantemente o "você" em substituição da 2ºpessoa do singular, o "tu"; em Portugal é menos comum essa utilização, utilizando-se antes o "tu" numa conversa informal entre pessoas do mesmo nível. Já a utilização do "vocês" no lugar na 2ºpessoa do plurar "vós" já é mais frequente, sendo menos comum a utilização em linguagem corrente do pronome "vós".
Bem, a língua de Camões tem dessas coisas, não é por acaso que é uma das línguas mais difíceis de aprender para os estrangeiros, por se tratar de uma língua rica e com muitos sinónimos. Portanto, mesmo para quem tem como língua-materna o português é sempre bom estar atento para não dar alguns pontapés na gramática portuguesa.


2 comentários:

  1. O uso de você (abreviatura de vossa mercê ou vossemecê) é corrente no Brasil. Mas com os pais e avós ainda usamos ''senhor e senhora''.

    A diferenciação faz-se por muitos motivos. Neste meu país, a maioria dos brasileiros quebra o jejum pela manhã com uma xícara de café (puro ou com leite) ou chávena de chá, pão, manteiga ou queijo, às vezes, bolo ou biscoito. Muito longe, portanto, do ''petit dejeuner'' dos franceses ou ''pequeno almoço'' dos portugueses. Como, então, poderíamos dizer que nosso quebra-jejum é um pequeno almoço?

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  2. Outro motivo para essas diferenciações é o étnico. Se uma língua de determinada origem é imposta por colonização a povos de origens que não aquela, ela tende a ser modificada. Exemplo: um indígena brasileiro não consegue dizer ''Francisco'', mas ''Pancico''. Os negros aplicam instintivamente a gramática de suas línguas originais.

    Muitos termos modernos depois da Independência do Brasil, aqui foram tomados do inglês. Em Portugal tomou-se do francês. Exemplo: ferrovias e caminhos de ferro.

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