sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CDS expulsa 5 militantes por homofobia e nacionalismo de direita

Os antigos militantes do CDS/PP Francisco Cruz, Carlos Carrasco, Rui Figueiredo, Carlos Nunes e António José Rodrigues foram banidos do CDS sob as acusações de "homofobia" e "nacionalismo de direita".
     Antes demais, essas duas acusações são no mínimo estranhas pelo menos no que diz respeito à segunda, porque ser expulso de um partido por não gostar de maricas quando o líder desse partido é um sodomita não é de estranhar. Mas qual o significado do termo "homofobia" para o CDS? Refere-se a sentimentos de ódio em relação aos sodomitas ou será antes ser a favor da vergonha na cara, da moral e os bons costumes? Eu conhecendo como conheço o CDS estou mais inclinado para a segunda hipótese. Além do mais seria oportuno por uma questão de coerência que o Centro Democrático Social deixasse de se assumir como defensor da "democracia cristã" afinal o cristianismo condena claramente a sodomia.
         E em relação à segunda acusação, se os militantes em causa fossem "nacionalistas de esquerda" estava tudo bem? Não deixa de ser enigmática vindo de um partido que assume "ser de direita". Ou será que o problema será antes o facto de os militantes em causa serem nacionalistas (sim, porque apesar de o CDS ser um partido anti-português desde a sua fundação, sempre existiu uma minoria residual dentro do mesmo, alguns foram sendo purgados ao longo do tempo), isso apenas demonstra a hipocrisia do CDS em se assumir como um partido patriota, quando já demonstrou na prática inúmeras vezes que o não é, como ao defender políticas criminosas como o "federalismo europeu", o actual modelo neo-liberal de globalização e quando atacou na Assembleia da República o cartaz do PNR (o único partido genuinamente nacionalista em Portugal) que alertava os portugueses sobre os problemas relacionados com o multi-culturalismo e a invasão imigrante (falar apenas em imigração é um eufemismo), entre outras coisas.
      Mas supondo que estas acusações são falsas e que os militantes (ostracizados) em causa não são nem homofóbicos nem "nacionalistas de direita" e apenas foram expulsos por denunciarem supostas irregularidades na escolha do deputado Nuno Magalhães como cabeça de lista do CDS/PP pelo distrito de Setúbal nas últimas eleições legislativas. A mim pessoalmente não admira que isto seja verdade, afinal no que toca à corrupção o CDS está longe de se destacar dos restantes partidos com assento parlamentar, como foi o caso do envolvimento de vários dirigentes do CDS na autorização ilegal do abate de sobreiros em troco de peita.
      O militante expulso Francisco Cruz negou todas as acusações do CDS e afirmou: "Fomos demitidos porque temos vindo a denunciar fraudes eleitorais nas comissões políticas do próprio partido e a violação de estatutos, incluindo por parte do próprio deputado Nuno Magalhães, que não reunia os requisitos para ser eleito, como foi, pelo distrito de Setúbal". Francisco Cruz alega que um dos requisitos dos estatutos para a eleição de deputados é serem naturais ou residirem no próprio distrito, e garante que o deputado Nuno Magalhães «tem apenas uma residência fictícia em Setúbal, beneficiando, por isso, de alguns subsídios atribuídos pela Assembleia da República».
       O deputado em causa por seu turno afirmou que as acusações eram falsas e injuriosas e que constituem matéria para procedimento criminal, mas não irá apresentar queixa por que segundo ele apenas o ofende quem pode e não qualquer um. Esta atitude além de demonstrar que o deputado Nuno Magalhães não sabe distinguir um insulto de uma acusação é no mínimo suspeita. Se o deputado do CDS está tão certo de que as acusações são falsas porque não apresenta queixa em tribunal? Ou terá receio de que o tribunal não lhe dê razão?
     Esta acontecimento além de tudo, apenas serve como um aviso aqueles nacionalistas que pensa na hipótese de se filiarem no CDS ou que esse partido poderia representar uma alternativa nacional na política portuguesa, mas contra factos não há argumentos e tudo isto prova que o CDS é tão anti-nacional como os restantes partidos com assento parlamentar.

1 comentário:

  1. O degredo é total, então um partido de direita deve ser por razão ideológica um partido nacionalista e anti-gaizisses e ele expulsa os tipos.

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