domingo, 12 de setembro de 2010

Circo, Palhaços e Ciganos

A palhaçada com o caso dos ciganos "expulsos" de França tem dado muito que falar, muita pseudo-indignação por parte de uma certa esquerda e infelizmente muitas deturpações e mal entendidos. A questão é, os ciganos forma por direito próprio um grupo nacional ou etnico, com os seus próprios hábitos e costumes, claro que devemos condenar actos de violência gratuita contra ciganos. Como cristão, condeno obviamente a violência, especialmente a motivada por natureza religiosa e etnico. Mas isso não significa que temos de ser alienados ou tentar esconder os problemas. Quer se goste quer não existe uma "questão cigana" na Europa. Existe essa questão porque os ciganos que estão na Europa, apesar de muitos já viverem à muitas gerações no continente não são nem nunca serão verdadeiros europeus, estão portanto excluídos do Estrato Cultural Europeu", tem uma identidade etnica e cultural totalmente diferente dos índigenas europeus. E na Europa quer se goste quer não, por regra, a nacionalidade sempre foi sinónimo de etnia. Ao contrário do que muitas idiotas pensam raça e etnia são conceitos distintos. A raça refere-se unicamente a algumas diferenças físicas e antropologicas existentes dentro da espécie humana, enquanto pelo contrário o termo etnia é bastante mais restrito (porque dentro de uma determinada raça existem muitas etnias) e envolve conceitos como cultura, religião, costumes e ancestralidade comum.
      Apesar de existir muita diversidade de nacionalidades e culturas no Continente Europeu, todos os índigenas europeus pertencem ao mesmo Estrato Cultural e Civilizacional Europeu, e esse estrato cultural europeu existem vários sub-estratos culturais (o francês, alemão, russo, português, italiano e grego por exemplo). As diferentes Nações Europeias sempre foram mono-culturais, portanto não faz sentido tentar importar modelos sociais estrangeiros (como o modelo multi-cultural brasileiro ou canadiano) para a Europa, porque goste-se quer não o multi-culturalismo não é nenhuma vantagem nem trouxe nenhum real benefício para os nativos europeus, antes pelo contrário, a promoção do multi-culturalismo no Velho continente constitiu um verdadeiro cancro para a Civilização Europeia. Outro conceito totalmente diferente e que pode trazer alguns benefícios é o inter-culturalismo ou trocas bastante selecionadas entre diferentes culturas, a isso eu não me oponho. Até porque o ser humano possui uma notável capacidade de adaptação e a troca de conhecimentos muitas vezes è benéfica para a espécie humana. E a Europa, tem antes demais algo que a distingue sobre vários aspectos dos outros continentes, tem os seus próprios caracteres diferenciadores. A Europa sempre foi a Terra do Homem Branco e apenas nos temos de orgulhar disso, e além do mais é um continente cristão à mais de 1500 anos. A verdadeira Europa não é judaico-cristã como muitos idiotas dizem, mas antes céltica e cristã.
     Não se trata de defender qualquer tipo de pureza (seja racial ou etnica) como certos idiotas costumam de dizer, aliás eu nem sequer utilizei esse termo 'pureza'. Claro que raças puras não existem, da mesma forma que não existem culturas puras, a questão não é essa. Mas não é por isso, que devemos de deixar de defender a nossa identidade, o que a meu ver é algo bastante importante, e até considero perigoso que os indígenas europeus percam esse sentimento de pertença a algo. Algo que as elites que governam a Europa iriam de certeza adorar, para melhor poderem promover a globalização económica e a criação de um super-estado europeu.
    A ideia de tentar integrar a etnia cigana nas sociedades europeias foi e é um fracasso, porque os ciganos nunca se quiseram integrar, porque temem perder a sua cultura e portanto sempre se auto-segregaram. Portanto essa é a melhor solução, a segregação dos ciganos, assim como lhes retirar a nacionalidade portuguesa (ou francesa ou de outro qualquer país europeu que estamos a falar) porque não são etnicamente portugueses e lhes dar um estatuto de minoria estrangeira. Os ciganos de bem e honestos que também existem, apesar de serem uma minoria dentro da própria comunidade, devem ver a sua dignidade humana respeitada, mas devem ser privados da nacionalidade na Europa. Não se trata de racismo como certos idiotas possam pensar, mas sim de um nacionalismo identitário, totalmente legítimo por parte dos indígenas Europeus. E vamos nos deixar de hipocrisias, tanto em Portugal, como na França ou em outro qualquer país europeu, a maioria dos ciganos são escumalha, essa é a verdade politicamente incorrecta que muita gente não gosta de ouvir. A maioria dos ciganos que vivem em Portugal são parasitas sociais, que apesar de ganharem bom dinheiro com o tráfico e nas feiras (exemplos disso são as carrinhas deles e antenas de TV Cabo que existem em algumas 'barracas' dos ciganos) recebem ainda subsidios sociais, isso já para não falar na criminalidade e violência típica dessa comunidade.
     Quando falamos da presença dos ciganos na Europa, convém ainda desmistificar outro dogma, aquilo a que os próprios ciganos chama de "porajmos". Por muito que isso custe a ouvir a muita genete, os ciganos que viveram na Europa no período entre 1939 e 1945 nunca foram vítimas de genocídio nos territórios sob ocupação alemã. As autoridades nacional-socialistas alemãs simplesmente procederam à detenção da comunidade em campos prisionais adquados porque estes eram indigentes na sua maioria, criminosos e parasitas sociais, que nada fizeram de produtivo pela sociedade alemã. E apesar de como cristão me opor às leis de nuremberga, concordo que eles fossem privados da nacionalidade alemã porque não eram etnicamente ou culturalmente alemães. Portanto querer comparar o repatriamento voluntário dos ciganos na França com o internamentos dos ciganos por parte do regime nazi é uma idiotice.
    Mas voltanto ao assunto principal ou melhor ao "Circo", porque toda esta polémica acerca da falsa expulsão dos ciganos ilegais da França não é mais do que uma palhaçada. Antes demais convém esclarecer, que nenhum cigano foi efectivamente expulsos de França, os ciganos imigraram ilegalmente da Roménia (e outros países do Leste Europeu) para a Paris, e nada fizeram de produtivo pelo país de acolhimento e ainda por mais montaram acampamentos ilegais, dedicaram-se ao parasitismo social, à criminalidade, prostituição e outro tipo de ilicitos comuns à comunidade cigana. Ora a somar a tudo isso, o governo francês tinha de tomar medidas e se formos a ver o governo de Sarkozi até foi bastante branco ao criar um programa de repatriamento voluntário para os imigrantes ilegais ciganos em troca de uma compensação financeira em vez de os expulsar simplesmente (o que ao contrário do que é dito não aconteceu efectivamente). Ora convém distinguir termos como "espaço schengen" e "União Europeia" que não são exactamente a mesma coisa, já que vários países como a suíça e a noruega são signatários do acordo de Schengen mas não pertencem à UE, assim como países como a Bulgária e a Roménia pertencem à UE mas ainda não pertencem ao "espaço Schengen". Portanto dizer que a repatriamento dos ciganos é ilegal é falácia, assim como afirmar que é uma medida racista e xenofoba.
    Nesse circo que se montou, já surgiram os mais diversos palhaços desde o vigarista do Mário Soares ao afirmar que o repatraimento voluntário (e não a expulsão como falaram os merdia) dos ciganos é uma vergonha para a França, desde o Papa Bento XVI que apelou ao respeito pela legítima diversidade humana (ser um imigrante ilegal criminoso é uma diversidade legítima?!), a um padre francês amigo da comunidade cigana que assumiu publicamente que rezava para que o presidente Nicolas Sarkozy tivesse um ataque cardiaco, desde o ditador aposentado e senil Fidel Castro que chamou a medida de repatriamento de "holocausto racial" e classificou o goveno francês de extrema-direita, assim como algumas comparações absurdas por parte de ciganos que vivem na Roménia. Enfim existem palhaços para tudo o que é gosto.
      Agora a iniciativa de Paris em deportar imigrantes ilegais ciganos não é inédita, em 2008 o governo de Berlusconi expulsou da Itália vários ciganos ilegais provenientes da Roménia, mas nessa altura os palhaços não causaram tanto alarido. Mas apesar das ridiculas manifestações e protestos os repatriamentos de ciganos ilegais vão continuar.
    Como diz o ditado, "os cães ladram para a caravana passa".

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